"There's no there, there". (W. Gibson. Mona Lisa Overdrive)
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domingo, 22 de dezembro de 2013

O DILIGENTE INEFICAZ



 Comportamento organizacional. Nem sempre ser diligente é ser eficaz. No ambiente corporativo, algumas pessoas consideram-se profundamente diligentes, muito mais diligentes do que o restante dos colegas de trabalho. O problema é que nem sempre ser diligente é ser eficaz. Os que se acham diligentes assumem um comportamento típico: estão sempre correndo de um lado para o outro, atarefados e estressados, nunca têm tempo, assumem funções de terceiros (ainda que não tenham sido solicitados a fazê-lo), são sempre críticos com relação ao trabalho dos outros e atribuem a não solução dos problemas à morosidade da empresa, à desídia e falta de comprometimento dos demais colegas. O problema é que tanto “esforço” e dedicação não são traduzidos em resultados práticos. Trata-se da falsa eficiência. E isso ocorre porque tanta atividade cria uma ilusão de eficácia, ao menos à primeira vista. Uma análise mais detalhada, no entanto, conduz à conclusão de que o “diligente ineficaz” está muito mais preocupado com o caminho do que com o destino. Para criar a falsa impressão de que está seguro em suas ações, esse profissional prioriza fluxos, organogramas, processos e procedimentos, confundido planejamento com burocratização. No entanto, o diligente ineficaz é incapaz de decidir, pois não tem aptidão para delegar funções e sempre desconfia do trabalho dos outros. Para usar uma metáfora futebolística,  o diligente ineficaz assemelha-se àquele jogador que corre todo o campo, o tempo todo, mas não sabe o que fazer com a bola quando está de frente para o gol. Ao final da partida, com o seu time derrotado, esse atleta está extenuado. Sua correria pouco contribuiu para o sucesso do time, mas ele não entende assim e, no silêncio do vestiário, procura o técnico para reclamar e culpar os colegas de equipe.